terça-feira, fevereiro 02, 2010

Vacas Velhas MBT no IV RAID de Orientação do Cabo Espichel - A Vitória da ATITUDE!

Meus caros, já praticamente foi tudo aqui dito pelo Vuck, que foi quem nos desafiou a participar em mais esta aventura e, por esse facto lhe estamos gratos, e creio que a ele caberia a vez de iniciar este tópico. As fotos e os comentários complementam o que o Vuck aqui descreveu, mas acreditem, que só experimentando. Eu vou tentar deixar aqui algumas impressões da minha participação. Pois bem, eram cerca das 7h30m quando saímos de Lisboa sob um céu cinzento e, isto a um sábado, demonstra bem a vontade e expectativa da rapaziada. Chegados ao local da prova, tratámos da parte burocrática e levantámos a T-Shirt que era nossa por direito. Fizemos umas corridinhas de aquecimento e zás, lá nos colocámos na fila para a partida, que sem hora definida se ia realizando entre as 9h e as 10h. O Vuck, que já tem experiência nestas andanças, teve a amabilidade de nos explicar todo o funcionamento da coisa e algumas dicas sobre como azimutar, interpretar o mapa e best practises, de tal forma o fez eficazmente que no final, quer eu quer o MarMax já éramos capazes de caminhar com o mapa na mão indicando os caminho até á próxima baliza. Bom depois das explicações, lá iniciámos a nossa busca pela 1ª bandeira. Primeiro em passo de corrida ligeiro e depois a andar, ora parando para confirmar as indicações do mapa, lá fomos direitinhos e, não fosse a baliza estar mal numerada e tinha sido um tremendo êxito, assim foi um grande sucesso porque, apesar da adversidade todos nos empenhámos em procurar a baliza correcta, todos olhámos para o mapa e o interpretarmos para confirmarmos que estávamos no sitio certo e todos mantivemos a motivação em alta, mesmo descobrindo que perdêramos algum tempo (40min) à procura do que já tínhamos achado. Mas, o objectivo era participar e divertirmos-nos e esse foram claramente cumpridos! Seguimos então ainda em passo de corrida ligeira para a segunda baliza, que foi marcada em apenas 12min. Seguimos depois para as restantes e aproximámos-nos então da orla costeira (onde foram tiras as fotos dos atletas) e o cenário era brutal. Andar a correr na falésia e toda a agitação de atletas a correr ou de bicicleta em todas as direcções foi de facto impressionante. Aqui na falésia, depois termos 'descoberto' a baliza 5 fora da zona marcada no mapa, atalhámos caminho o que nos custou mais 47min até descobrirmos a baliza 6... isto depois de termos andado um bocado desorientados, mas não pensem que isso nos desanimou. Antes pelo contrário, o espírito de camaradagem esteve sempre presente, assim como o espírito de sacrifício! Pois todos nos desdobrámos para tentarmos descobrir onde facto estava a sacana da baliza... ou melhor, onde é que de facto nós estávamos!!! Para conseguirmos voltar ao trilho que nos haveria de levar à baliza, houve ainda necessidade de saltarmos um rego com mais de 1 metro de largura e alguns 2 metro de profundidade, e com grande espírito de entreajuda lá ultrapassamos mais este obstáculo. Depois da baliza 8, tivemos direito a um abastecimento com água, laranjas, bolo, bananas, o fundamental. Seguimos então em direcção à segunda metade, junto do Cabo Espichel. Nesta altura a temperatura caiu mas o ânimo de terminar não e lá seguimos, agora a passo que ainda havia muito caminho pela frente. Nestes entretanto o pessoal estava animado e seguíamos em triviais conversas que ajudavam a passar o tempo. O facto de participarmos em grupo foi mais um apontamento positivo nesta experiência. Depois houve que descer por um caminho de pedras soltas até à baliza 10, onde tivemos o ponto stressante desta nossa participação. Depois de validarmos a baliza, o mapa indicava um caminho com uma inclinação bastante acentuada até à próxima bandeira, e por ser o caminho mais perto resolvemos segui-lo. Após termos avançado uns bons metros, o MarMax que seguia atrás de mim e do Vuck, alertou-nos para o facto de estarmos a caminhar por uma encosta de uma escarpa que terminava com um precipício para o mar, e que, para além das pedras soltas, não havia mais nada, nem um arbustinho rasteiro para nos agarrarmos, caso a coisa corresse mal. Nessa altura, confesso que fiquei numa situação desconfortável e resolvemos todos que, o melhor era voltar para trás, e ir pelo caminho mais longo e mais seguro. Foi uma boa resolução até porque foi decidida de forma unânime e sem qualquer problema, afinal a malta estava lá era mesmo para participar e divertirmos-nos! Para terminar, apenas referir a particularidade de, já com bastante cansaço, termos andado à procura da última baliza que estava, nem mais nem menos, dentro de uma pequena gruta, escondida bem lá no fundo. Valeu-nos o facto de termos ajudado um outro companheiro mais voluntarioso a entrar na gruta e que retribuiu trazendo a baliza até à entrada para que a pudéssemos validar sem ter que ir entrar no buraco!! Foi uma experiência e pêras! Tanto que a malta está a pensar participar na prova do próximo sábado, 06/02 no Jamor. A prova é gratuita, no âmbito do programa "Mexa-se Mais" da Câmara de Oeiras, e existem 3 versões, de 2km, de 4km e de 6km. A nossa era de 13km... Apareçam, tragam os mais pequenos que de certeza vão gostar desta versão da caça ao tesouro em contacto directo com a natureza!!
Por fim, e nunca é demais, uma palavra de apreço para as nossas caras-metade que nos apoiam e recebem de braços abertos, e que sem o seu suporte não nos seria possível desfrutar de mais esta experiência nem de valorizar o aconchego do lar... Tomem lá! E esta, hein?!?!

2 Comments:

At 19:18, Blogger Vuck Roger said...

CHEGA-LHE, FALÂNCIO!

 
At 10:16, Anonymous Anónimo said...

Os Vacas são os MAIORES!
Gostei muito das fotografias (fartei-me de rir com os vossos "lenços" na cabeça! ;-)) e dos vossos relatos sobre esta experiência!
Beijinhos da fã Sofia

 

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