sábado, março 22, 2008

Peniche 22.03.2008



























Fotos patrocinadas pela verdadeira


























Vacarrona Velhota; esta!















Sábado, 22.03.08.Depois do passeio de ontem nos ter levado pelas matas próximas do hotel Marriott até à Lagoa de Óbidos,
hoje, eu, o MarMax, o Mourex e o Pedro Silva, optámos por um percurso mais rolante, para nos permitir ganhar alguma rotação nas pernas sem sacrificar em demasia o físico. Saímos então do hotel em direcção ao Cabo Carvoeiro,

por um trilho de estradão sempre junto ao mar, que no levaria à praia do Baleal. Pelo caminho, sentimos o aroma das terras estrumadas, o som das ondas como música para aqueles que optaram por não levar o iPod e o azul do mar como pano de fundo! Houve ainda, pelo caminho, um pequeno aguaceiro que, com a sua chuva fria serviu para nos despertar! Chegados ao Baleal,

a opção era seguir pela ciclovia até à entrada de Peniche,







e foi esse o caminho tomado, após uma pequena volta pela ilha com o mesmo nome. O único senão era o vento. As rajadas de vento forte que se faziam sentir pareciam querer-nos afastar do nosso destino, mas a nossa determinação era mais que muita, e nada nos fez afastar do objectivo traçado!! Entrámos finalmente em Peniche, pelas portas da cidade, onde houve lugar a um fugaz encontro com o meu Pai! Um carro atrás de nós apitava, e, confirmou-se, era gente que nos conhecia e bem! Penso ter visto pelo menos o meu Pai e a minha Mãe, não sei se seguia mais alguém com eles! Virámos então à direita, junto à muralha e seguimos de perto o final da baía do Baleal (Praia da Quebrada, penso!) em direcção à Papoa! Aí tirámos umas fotos,
















El Mourex
















MarMax









PEDRO
























































































































JAKAS (Néné)






















e aproveitámos alguns trilhos mais trialeiros para umas pequenas habilidades e… uma queda! O Pedro Silva teve um pequeno azar e a sua Cannondale mandou-o ao chão! Não resultou qualquer dano físico ou material, talvez um pequeno dano moral, visto que algumas pessoas assistiram à queda… Mas de danos morais falarei mais à frente! Após sairmos da Papoa, seguimos então pela marginal Norte em direcção ao referido Cabo. Devido ao vento forte que se fazia sentir, seguimos todos colados uns aos outros para aproveitarmos a aerodinâmica… Sensivelmente a meio caminho, junto à fábrica do Marques Neves (penso ser este o nome da fábrica que aí se encontra…), numa pequena subida o pelotão já ia muito fraccionado. Eu seguia na dianteira, seguido pelo Pedro e MarMax e o Mourex fechava o grupo. Eis senão quando nos deparamos, na subida mencionada, com um pescador montado numa pasteleira original (dava para ver pela quantidade de ferrugem que tinha acumulado ao longo de todos estes anos…) com uma caixa de peixe no suporte traseiro (possivelmente o produto de uma agitada manhã passada sentado em cima de uma rocha a lançar uma linha com uma minhoca num anzol para a água…).








O Zé do Peixe na Volta em França em 1919...
















O pescador, baptizado pelo grupo de Zé do Peixe (para facilitar…), haveria de ser ultrapassado na subida por mim, mas o facto de ser um local, com conhecimento profundo dos elementos aqui da terra, dos ventos, das marés, da fauna, das rotas, da flora, do relevo, das gentes e quiçá até do próprio asfalto, ferido de morte no seu orgulho de local pelo facto de ser ultrapassado na sua própria terra, aquela que o viu crescer, onde criou as suas raízes, à frente dos seus próprios amigos, num último e derradeiro esforço haveria de reclamar vingança quando, terminada a subida, resolvi abrandar para esperar pelos restantes companheiros do grupo, ultrapassando-me sem dó nem piedade!! O Pedro e o MarMax desataram aos gritos!!! Eu percebi o desespero deles! É isto que é bonito no espírito de um grupo de BTT, a dor de um é a dor de todos!! Então resolvi meter duas abaixo, pedaleira 3 e zás!!!








O Zé do Peixe em 2008, com a mesma bike da Volta á França...








Está explicada a ultrapassagem ao Néné (...); o homem era um PRO!
















Deixei o Zé do Peixe a fazer contas de cabeça e só voltei a abrandar já perto do Cabo, não fosse o Zé do Peixe não ter aceite o banho de humildade e ter resolvido vir com a pasteleira junto a mim para me voltar a ultrapassar… e isso já era capaz de me deixar deveras aborrecido!!!








Se tivesses sido ultrapassado por esta vitelinha não tinhas ficado








tão sensibilizado, pois não?!?!
















Bom, parámos então no Cabo Carvoeiro. A paisagem por aqui assume formas estranhíssimas. As rochas, fruto de anos e anos de erosão provocada pelas ondas de um mar agitado, assumem formas capazes de correr todo o imaginário de uma pessoa, um exercício muito engraçado. Houve então tempo para uma breve conversa com um senhor numa Toyota Hiace a vender Cavacas, Pinhões, Amêndoas e afins, e para algumas dissertações sobre a possível vinda do Primeiro-Ministro a Peniche e as acções da A.S.A.E. Seguimos então por uns belos trilhos, literalmente sobre o mar, junto à marginal Sul. Chegamos a Peniche e entrámos por um caminho, em jeito de single track, pelo meio de um bairro de pescadores, razias às portas das casas, descidas de escadas, enfim, deu para tudo! Já no porto de Peniche, e após um casalinho de namorados ter tirado uma fotografia ao grupo,






























































fizemos então um merecido intervalo para comermos os afamados bolos refundidos durante o pequeno-almoço!





















Era hora de recarregar as baterias pois havia que voltar para o Hotel! O Pedro despediu-se de nós, e nós seguimos então pelo mesmo caminho de regresso ao hotel. Nada de importante a registar! Uma pequena paragem para verter águas




















e de novo no estradão para chegarmos ao hotel e, após um retemperador banho, um ainda mais retemperador cozido à Portuguesa!!























Em suma, foram mais 35km de boa disposição...






































4 Comments:

At 16:58, Anonymous Anónimo said...

Para quando o livro e o DVD "Nos trilhos com os Vacas Velhas", hum??

As fotografias de chegada tiro-as eu! Mas só se pagarem bem, porque vocês são um bocado pró esquisitinhos!
"Ai e tal, não ficámos bem..."
A verdade é que vocês já não são bezerros...;-)

 
At 00:30, Blogger EL MOUREX said...

Pois está tudo muito bem menos a parte em que dizes que abrandaste e que por isso é que o Zé do Peixe te passou. Nããããããã... o homezito passou-te porque lhe apeteceu e porque não tiveste pernas para ele. E toc...; vai buscar piloto!!!

 
At 21:22, Blogger Luis Tripas said...

A manada is back in shape.
É assim mesmo.
Eu aproveitei mesmo para descansar, mas na próxima semana espero estar a ciclar com vocês.
Um abraço

 
At 16:14, Blogger Mar Max said...

Foi sem dúvida mais um FDS bem passado, o bom disto é a conjugação do divertimento com a amizade.
Andar de bicicleta é 5 estrelinhas
Abçs
MM

 

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